terça-feira, 16 de outubro de 2012

O EGO no ambiente de trabalho!!!

Voltando aos debates com um assunto, no mínimo, escamoso. Como lidar com o "ego" no ambiente de trabalho? Inicialmente vamos conceituar corretamente o que vem a ser o "EGO".

Ego (em alemão ich, "eu") sua principal função é buscar uma harmonização inicialmente entre os desejos do ID e a realidade e, posteriormente, entre esses e as exigências do superego. Em miúdos, o ego obedece ao princípio da realidade, refreando as demandas em busca do prazer até encontrar o objeto apropriado para satisfazer a necessidade e reduzir a tensão.

Não necessariamente o EGO vem a ser algo ruim, na verdade é uma parte da nossa vida mental, que antes eram dividas tão somente em "consciente" e "inconsciente" nos termos dos trabalhos de Freud.

O que muitos de nós tratamos como problemas de EGO são, na verdade, problemas com EGOISMO (ego+ismo), nesse caso é o hábito ou a atitude de uma pessoa colocar seus interesses, opiniões, desejos, necessidades em primeiro lugar, em detrimento, ou não, do ambiente e das demais pessoas com que se relaciona.

Nesse caso o "egoista" não se importa ou trata em segundo plano os interesses e posicionamentos alheios em qualquer área de sua vida, seja pessoal ou profissional.

Acho que todos nós já tivemos que lhe-dar com pessoas egoísta, centralizadas em seus interesse e vontades, seja um parente, aderente, conhecido, colega de sala ou, pior, de trabalho.

Conforme a postagem indica, demos por interesse a área laboral, no caso, o ego no ambiente de trabalho. O sujeito de ego inflamado, no ambiente de trabalho vem a se tornar um grande entrave no trabalho de maneira coletiva. Nesse ambiente o ego faz acreditar que a pessoa está SEMPRE certa e que seu posicionamento é sempre o mais adequado a situação, vindo conhecido também pela alcunha de "Sabe-Tudo", nesse caso a pessoa não mais vê as coisas de maneira macro e sim micro, focada nos indivíduos e não no objetivo do grupo, nesse caso el@ acaba por dar prioridade aquilo que LHE eleva, que LHE mostra, que LHE beneficia, muitas vezes as custas da própria equipe de trabalho, vou chama-los aqui de "profissionais EGO".

Corroborando o exposto, segue opinião do palestrante corporativo e especialista em atitude e comportamento organizacional Rodrigo Cardoso.
“O ego está ligado ao orgulho próprio, mas não é só isso. Via de regra, quando o ego é exagerado ele se torna prejudicial, pois a pessoa perde a visão sistêmica, deixa de entender a dinâmica do todo, de perceber que não está só, que todas as ações têm consequências e, com as escolhas voltadas apenas para si mesma e para o benefício próprio, ela deixa de ter os melhores resultados”


Mas como lidar com esse "profissional EGO"? Lembre-se que 90% (noventa por cento) dos funcionários são demitido, não por capacidade ou responsabilidade, mas por comportamento. Os "profissionais EGO", com suas atitudes egocêntricas são facilmente identificados e não tarda até que os mesmo se manifestem contra outros colegas de equipe, ou mesmo superiores em detrimento de seus próprios interesses, ou seja, uma hora os mesmo se enforcam em suas próprias cordas.

Mas e enquanto isso não acontece? Nesse caso, você tem que demonstrar ser um funcionário confiante de sua posição e consciente de suas decisões e ações dentro da empresa, quanto mais focado você estiver em realizar seu trabalho da maneira correta e de maneira segura, mais sua "empregabilidade" vai se firmando dentro da empresa na qual você atua, o que gera uma confiabilidade no profissional que você é.

Mas e se eu sou o "Lider" dessa equipe? Posso eu lidar com esse "Profissional EGO"? Lidar com esses profissionais é extremamente cansativo e difícil. Uma das maneiras de lidar com o egoismo no ambiente de trabalho é por meio dos famosos "feedbacks", ou seja demonstrar aquele profissional informação sobre seu desempenho, conduta, ou ação executada, objetivando reorientar ou estimular comportamentos futuros mais adequados.
Assim como não deve estimular a competição em sua equipe, focando sempre as ações realizadas coletivamente. Quando necessário, o gestor deve apontar ao colaborador que a maneira como agiu não foi esperada e cobrar para que da próxima vez ele haja de maneira diferente.
Nesse caso encontramos 02 (dois) problemas, uma deles é em relação ao "lider", inicialmente para esse tipo de ação o "lider" deve se fazer presente e confiante pois deve basear esse "feedback" em situações presenciadas por ele mesmo ou relatadas pela equipe de maneira coletiva, para não correr o risco de vir a ser "manipulado" por um desses "Profissionais EGO". Outro problema é que esse funcionários, justamente por terem os EGOs inflamados os mesmo se colocam em uma posição na qual nunca estão errados e por isso não merecem qualquer tipo de ajuste de conduta.

Comenta Rodrigo Cardoso que: “Antes de tudo, o profissional precisa querer mudar, e para tanto deve estar aberto ao famoso feedback. O que acontece na prática é que os egos inflados raramente ouvem a opinião dos outros sobre si. Em outras palavras, eles não dão nem o primeiro passo para a mudança. Eventualmente só se dão conta da necessidade de mudar sua personalidade quando são demitidos, rompem um relacionamento ou sofrem alguma perda grave. Coaching, ou mesmo um bom terapeuta, podem ser ótimas ferramentas de percepção e mudança para que o profissional trabalhe esse lado negativo de sua personalidade”.
O importante nesse caso é tomarmos dois cuidados em especial, primeiro; cuidado com seu ego, ninguém é perfeito, existe uma linha muito tênue entre competência e auto-promoção, seja um funcionário capacitado, especialize-se, mostre que você tem conhecimento, mas se permita aprender, mesmo que com pessoas não tão "gabaritadas". Seja humilde e saiba ouvir, de maneira que suas opiniões sejam pensadas sempre em favor dos objetivos do grupo e não nos seus objetivos individuais. E o segundo cuidado é com esses "Profissionais EGO" , difíceis de serem identificados, ao tempo em que são envolventes e aparentam ser boas companhias no ambiente de trabalho, justamente por estarem sempre afirmando serem "uma peça fundamental da empresa" ou o "melhor funcionário da empresa", essas pessoas quando "afundam" acabam por levar você junto, então cuidado redobrado, ok? 

Então é isso ai, deixem seus comentários, dúvidas ou sugestões para os próximos temas a serem abordados. 

E ai, curtiu?


3 comentários:

  1. Excelente Felipe! É interessante refletirmos qd esses profissionais Ego formam um mesmo grupo e a disputa de interesses ecoa. Vemos isso na política, grupos religiosos, pequenas e grandes empresas. Nunca vou me esquecer de um Salão de Beleza que conheci, em que a proprietária tinha ciúmes do carisma da manicure com as clientes! #incrível

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