quinta-feira, 5 de julho de 2012

Mercado de Trabalho e a Tecnologia da Informação e Comunicação - TIC

Recentemente fui convidado para, junto a um colega de trabalho, proferir uma palestra debatendo empregabilidade e o mercado de trabalho de TIC para 200 (duzentos) à 300 (trezentos) jovens que cursam a Escola Profissionalizante do Ceará.

Foi quando me debrucei melhor sobre o tema e ví números que eu SEQUER imaginava ser tão relevantes em relação ao mercado de TI e seu desenvolvimento.

Dessa apresentação surgiu um texto, o qual publico em seguida.

1. MERCADO DE TRABALHO

1.1. ATUAL CENÁRIO DO MERCADO DE TRABALHO

O mercado de trabalho vem mostrando uma tendência forte de geração de vagas em maio, segundo Cimar Azeredo, gerente da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As novas contratações levaram a um aumento do nível de ocupação, de 53,7% em abril para 54,2% .

Essa enorme quantidade de vagas se dá, em especial, ao tão comentado apagão da mão-de-obra. Referido apagão é um efeito colateral do crescimento acelerado da economia brasileira. E reflete as dificuldades que o mercado vem enfrentando com a oferta limitada de profissionais, dos mais diversos níveis de capacitação, diante das necessidades dos setores econômicos em transformação.

Estamos na era da informação, das novas tecnologias e da globalização. Neste novo momento a informação esta cada vez mais difundida entre os grupos pelo “rápido e fácil” acesso a cursos e programas de Governo, assim como o crescimento do número de instituições de ensino superior.

Com tanta gente procurando emprego e com um diploma de curso superior debaixo do braço, as empresas estão muito mais exigentes e buscam o profissional que tem maior conhecimento e melhor postura.

Estamos vivendo um momento de “especialização profissional”. Diante da facilidade da informação, houve um aumento no número de profissionais que tem o entendimento “básico”, “superficial” ou “raso” sobre um determinado ramo do trabalho, sendo um diferencial o alto nível de especialização profissional.

A exemplificar o atual período que passa o mercado de trabalho, há tempos, para cuidar da portaria de um prédio residencial, o profissional precisava ter só um pouco de experiência e cursado até a antiga oitava série. Agora muitos condomínios têm exigido, além de experiência, ensino médio completo, boa comunicação, curso de segurança patrimonial e, principalmente, conhecimento em informática pra saber operar sistemas informatizados de segurança.

Assim, refletir, planejar e traçar uma carreira futura torna-se condição vital para o sucesso profissional no mundo globalizado. E planejar uma carreira não é só escolher uma profissão ou um curso de graduação a seguir, mas também um segmento para o qual o jovem ou profissional deverá se preparar, munindo-se de todas as ferramentas necessárias que trarão a especialização e o diferencial competitivo desejado.

2. MERCADO DE TRABALHO – T.I.C.

Em matéria publicada pelo portal UOL de noticias (http://migre.me/9Dvz6) , estima-se que o Brasil necessite de quase 340.000 profissionais em pelo menos 20 áreas críticas, dentre as quais, 04 (quatro) são especificas na área de TIC.

Administrador de banco de dados:

Quantos são necessários: 21,5 mil
Quantos são atualmente: 17,5 mil
Quantos faltam: 4.000
Remuneração média inicial: R$ 2.000

Gerente de TI:

Quantos são necessários: 26 mil
Quantos são atualmente: 22 mil
Quantos faltam: 4.000
Remuneração média inicial: R$ 5.000

Técnico de desenvolvimento de sistemas:

Quantos são necessários: 63 mil
Quantos são atualmente: 58 mil
Quantos faltam: 5.000
Remuneração média inicia:l R$ 1.500

Analista de sistemas:

Quantos são necessários: 241 mil
Quantos são atualmente: 211 mil
Quantos faltam: 30 mil
Remuneração média inicial: R$ 3.300

O atual mercado de T.I é um dos que mais cresce, note-se que hoje este vem empregando 1,2 milhão de brasileiros, com crescimento de 15%, entre 2004 e 2007, e com previsão de incorporar 750 mil novos trabalhadores até 2020.

O setor brasileiro de Tecnologia da Informação (TI) movimentou US$ 102,6 bilhões em 2011, o que representa crescimento de 11,3% em relação ao ano anterior. O Brasil pode, ainda, se tornar um dos quatro principais centros de TI até 2022. "A meta do setor para os próximos dez anos é dobrar seu faturamento e movimentar US$ 210 bilhões", afirma Antônio Gil, Presidente da Brasscom - Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação.

Segue alguns números que refletem o mercado de TI nacional:
Mercado Brasileiro de TI e TIC (2011, US$ BI):
Mercado Interno
Variação 2011/2010 (%)
Software
6,18
14,4%
Serviços
14,77
11,1%
Hardware
29,92
2,2%
BPO
5,61
19,5%
TI In-House
46,12
16,7%
Tecnologia da Informação (TI)
102,60
11,3%
Telecom
94,96
10,4%
Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC)
197,56
10,9%

Ainda sobre as expectativas do futuro da Ti no Brasil, pode-se afirmar que, independente da crise internacional, o Brasil não terá seu setor de TI atingido, continuando em alta pelos próximos dois anos, uma vez que a TI brasileira é quase que totalmente dependente do mercado interno, que está bastante aquecido.

A Stefanini, empresa do ramo de Consultoria, Integração, Desenvolvimento de Soluções, BPO, Outsourcing para Aplicativos e Infraestrutura, promete avançar nos mercados nacional e externo em 2012 com anúncio de investimentos de 300 milhões de reais para os próximos três anos. Metade desse capital ficará no Brasil, onde há disposição para aquisições.

Os novos investimentos são para sustentar o crescimento da companhia, que fechou 2011 com receita de 1,2 bilhão de reais, com aumento de 21% em comparação com o faturamento de 1 bilhão de reais movimentado em 2010. O Brasil respondeu por 60% dos negócios e o mercado internacional por 40%.

Para melhor pensarmos a quantidade de "dinheiro" e "pessoas" que circula no mercado de TI, segue abaixo a
lgumas manchetes da área de TIC:

Banda larga 3G alcança 56,4 milhões de assinantes no Brasil
Desse total, 45,2 milhões acessam o serviço por smartphone e 11,2 milhões via modem. Crescimento em um ano foi de 114,6%, segundo relatório da Associação Brasileira de Telecomunicações.

Intel paga US$ 375 milhões por 1,7 mil patentes para dispositivos móveis
Tecnologias de 4G, 3G e Wi-Fi foram compradas das Interdigital e serão incorporadas ao Atom.

Microsoft adquire da Yammer por US$ 1,2 bilhão

Objetivo é usar o software para redes sociais corporativas (ESN) da empresa para melhorar suítes de produtividade como o Office

Microsoft deverá pagar R$ 100 mil a empresa por abuso de fiscalização

Fabricante foi condenada, em decisão unânime, a repassar valor para a Sertil Telecomunicações, prestadora de serviços técnicos.

Cast vence pregões do governo no valor de R$ 9,75 milhões

Ministério das Comunicações, Sefaz-DF e Banco de Brasília são os novos clientes da empresa de tecnologia.

Estimulante não? Mas e o profissional de TIC, como deve ser?

3. PROFISSIONAL DE T.I.

A tecnologia é hoje uma das áreas mais desafiadoras para os jovens talentos, e as escolhas por aquilo que vão desenvolver ao entrar para o mercado de trabalho, começam cada vez mais cedo. Por isso, precisamos analisar quais são as exigências para aqueles que vão ingressar nas carreiras ligadas à tecnologia da informação (TI).

Há muito, o profissional da área de TI deixou de ser sinônimo de alienado, aquele sujeito com problemas de relacionamento pessoal, vulgarmente conhecido como nerd.Ou seja, quebremos o estereotipo de profissional de TIC ser introspectivo, tímido, recalcado e sem habilidade de lidar com pessoas.

O profissional da área de tecnologia deve ser antes de tudo um empreendedor e entender como seu trabalho se encaixa nos objetivos da organização. Ele precisa aprender a desenvolver a curiosidade, somada a uma boa capacidade de concentração e ter seu foco na resolução de problemas com espírito inventivo e humildade.
O conhecimento técnico já não é diferencial competitivo porque isso é relativamente simples de se conseguir, seja por meio do fácil acesso à informação que hoje dispomos pela internet ou pelos cursos que a academia oferece. O que realmente importa é a capacidade do profissional em saber onde e como buscar esse conhecimento.

Para ter excelência, além das características como vontade de aprender, curiosidade e humildade, os novos profissionais devem ser inovadores. Muitas vezes, ele irá trabalhar com produtos baseados em conceitos já consagrados, mas precisará enxergá-los por um por um novo ângulo e aceitar os desafios propostos pelo ambiente de trabalho.

A esperança de cada empresário do setor de tecnologia é que os jovens se interessem ainda mais pela área e que, logo mais, haja um bom contingente de boas cabeças pensantes trabalhando no segmento. Ganham as empresas, ganham os profissionais e, ganha o Brasil que já é reconhecido como um grande player de TI no mundo.

4. O FUTURO DO MERCADO DE TRABALHO DE TIC


O mercado de TI, não poderia ser de outra maneira, é sempre inovador, de maneira que as profissões que hoje mais contratam e remuneram bem, não existiam há 03 ou 05 anos atrás.

São profissões que foram nascendo com o desenvolvimento de tecnologias, e o mais importante, os profissionais que hoje atuam nessas áreas foram se adaptando e, com proatividade e curiosidade, buscaram conhecer aquele no nicho de trabalho.

Entre essas novas profissões temos o S.E.O. - Search Engine Optimization.(Otimização de Sites); esse profissional tem como principal ação a optimização do site de empresas em buscas na rede, ou seja, seria um funcionário contratado para colocar uma empresa no topo de paginas de pesquisa como o Google.

Outro exemplo é o Analista de Mídias Sociais; que faz exatamente o que a denominação diz, analiza o que esta sendo dito de uma empresa ou serviço nas mídias sociais (twitter e facebook), ficando, muitas vezes, com a responsabilidade de desenvolver ações especificas diante do que esta sendo falado.

Pense que muitos de nós nem conhecíamos a profissão de analista de mídias sociais e já existem profissionais que acreditam no fim dessa profissão, ou melhor, seu desmembramento em outras profissões.

E por fim, sempre há o empreendedorismo, o mercado está aberto para novas empresas e a novas tecnologias, então cabe ao jovem procurar uma formação especifica para empreendedores e gerir seu próprio negócio na área de TIC, lembrando que o número de novos empreendedores já chega a dois milhões no Brasil.

Então, fica a dica!!!!!

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