Recentemente fui convidado para, junto a um colega de trabalho, proferir uma palestra debatendo empregabilidade e o mercado de trabalho de TIC para 200 (duzentos) à 300 (trezentos) jovens que cursam a Escola Profissionalizante do Ceará.
Foi quando me debrucei melhor sobre o tema e ví números que eu SEQUER imaginava ser tão relevantes em relação ao mercado de TI e seu desenvolvimento.
Dessa apresentação surgiu um texto, o qual publico em seguida.
1. MERCADO DE TRABALHO
1.1. ATUAL
CENÁRIO DO MERCADO DE TRABALHO
O
mercado de trabalho vem mostrando uma tendência forte de geração de
vagas em maio, segundo Cimar Azeredo, gerente da Pesquisa Mensal de
Emprego (PME), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE). As novas contratações levaram a um aumento do
nível de ocupação, de 53,7% em abril para 54,2% .
Essa
enorme quantidade de vagas se dá, em especial, ao tão comentado
apagão da mão-de-obra. Referido apagão é um efeito colateral do
crescimento acelerado da economia brasileira. E reflete as
dificuldades que o mercado vem enfrentando com a oferta limitada de
profissionais, dos mais diversos níveis de capacitação, diante das
necessidades dos setores econômicos em transformação.
Estamos
na era da informação, das novas tecnologias e da globalização.
Neste
novo momento a
informação esta cada vez mais difundida entre os grupos pelo
“rápido e fácil”
acesso a
cursos e programas de Governo, assim como o crescimento do número de
instituições de ensino superior.
Com
tanta gente procurando emprego e com um diploma de curso superior
debaixo do braço, as empresas estão muito mais exigentes e buscam o
profissional que tem maior conhecimento e melhor postura.
Estamos
vivendo um momento de “especialização profissional”. Diante da
facilidade da informação, houve um aumento no número de profissionais que tem o
entendimento “básico”, “superficial” ou “raso” sobre um
determinado ramo do trabalho, sendo um diferencial o alto nível de
especialização profissional.
A
exemplificar o atual período que passa o mercado de trabalho, há
tempos, para cuidar da portaria de um prédio residencial, o
profissional precisava ter só um pouco de experiência e cursado até
a antiga oitava série. Agora muitos condomínios têm exigido, além
de experiência, ensino médio completo, boa comunicação, curso de
segurança patrimonial e, principalmente, conhecimento em informática
pra saber operar sistemas informatizados de segurança.
Assim,
refletir, planejar e traçar uma carreira futura torna-se condição
vital para o sucesso profissional no mundo globalizado. E
planejar uma carreira não é
só escolher uma profissão ou um curso de graduação a seguir, mas
também um segmento para o qual o jovem ou profissional deverá se
preparar, munindo-se de todas as ferramentas necessárias que trarão
a especialização e o diferencial competitivo desejado.
2.
MERCADO DE TRABALHO – T.I.C.
Em
matéria publicada pelo portal UOL de noticias
(http://migre.me/9Dvz6)
,
estima-se que o Brasil necessite de quase 340.000 profissionais em
pelo menos 20 áreas críticas, dentre as quais, 04 (quatro) são
especificas na área de TIC.
Administrador
de banco de dados:
Quantos são necessários: 21,5 mil
Quantos são atualmente: 17,5 mil
Quantos faltam: 4.000
Remuneração média inicial: R$ 2.000
Gerente
de TI:
Quantos são necessários: 26 mil
Quantos são atualmente: 22 mil
Quantos faltam: 4.000
Remuneração média inicial: R$ 5.000
Quantos são necessários: 26 mil
Quantos são atualmente: 22 mil
Quantos faltam: 4.000
Remuneração média inicial: R$ 5.000
Técnico
de desenvolvimento de sistemas:
Quantos são necessários: 63 mil
Quantos são atualmente: 58 mil
Quantos faltam: 5.000
Remuneração média inicia:l R$ 1.500
Quantos são necessários: 63 mil
Quantos são atualmente: 58 mil
Quantos faltam: 5.000
Remuneração média inicia:l R$ 1.500
Analista
de sistemas:
Quantos são necessários: 241 mil
Quantos são atualmente: 211 mil
Quantos faltam: 30 mil
Remuneração média inicial: R$ 3.300
Quantos são necessários: 241 mil
Quantos são atualmente: 211 mil
Quantos faltam: 30 mil
Remuneração média inicial: R$ 3.300
O
atual mercado de T.I é um dos que mais cresce, note-se que hoje
este vem
empregando 1,2 milhão de brasileiros, com crescimento de 15%, entre
2004 e 2007, e com previsão de incorporar 750 mil novos
trabalhadores até 2020.
O
setor brasileiro de Tecnologia
da Informação (TI) movimentou US$ 102,6 bilhões em 2011, o que
representa crescimento de 11,3% em relação ao ano anterior. O
Brasil pode, ainda, se tornar um dos quatro principais centros de TI
até 2022. "A meta do setor para os próximos dez anos é dobrar
seu faturamento e movimentar US$ 210 bilhões", afirma Antônio Gil,
Presidente da Brasscom - Associação Brasileira de Empresas de
Tecnologia da Informação e Comunicação.
Segue alguns números que refletem o mercado de TI nacional:
Mercado
Brasileiro de TI e TIC (2011, US$ BI):
|
Mercado
Interno
|
Variação
2011/2010 (%)
|
| Software |
6,18
|
14,4%
|
| Serviços |
14,77
|
11,1%
|
| Hardware |
29,92
|
2,2%
|
| BPO |
5,61
|
19,5%
|
| TI In-House |
46,12
|
16,7%
|
| Tecnologia da Informação (TI) |
102,60
|
11,3%
|
| Telecom |
94,96
|
10,4%
|
| Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) |
197,56
|
10,9%
|
Ainda
sobre as expectativas do futuro
da Ti no Brasil, pode-se afirmar que, independente
da crise internacional, o Brasil não terá seu setor de TI atingido,
continuando em alta pelos próximos dois anos, uma vez que a TI
brasileira é quase que totalmente dependente do mercado interno, que
está bastante aquecido.
A
Stefanini, empresa do ramo de Consultoria,
Integração, Desenvolvimento de Soluções, BPO, Outsourcing para
Aplicativos e Infraestrutura,
promete avançar nos mercados nacional e externo em 2012 com anúncio
de investimentos de 300 milhões de reais para os próximos três
anos. Metade desse capital ficará no Brasil, onde há disposição
para aquisições.
Os novos investimentos são para sustentar o crescimento da companhia, que fechou 2011 com receita de 1,2 bilhão de reais, com aumento de 21% em comparação com o faturamento de 1 bilhão de reais movimentado em 2010. O Brasil respondeu por 60% dos negócios e o mercado internacional por 40%.
Os novos investimentos são para sustentar o crescimento da companhia, que fechou 2011 com receita de 1,2 bilhão de reais, com aumento de 21% em comparação com o faturamento de 1 bilhão de reais movimentado em 2010. O Brasil respondeu por 60% dos negócios e o mercado internacional por 40%.
Para melhor pensarmos a quantidade de "dinheiro" e "pessoas" que circula no mercado de TI, segue abaixo algumas manchetes da área de TIC:
Banda
larga 3G alcança 56,4 milhões de assinantes no Brasil
Desse
total, 45,2 milhões acessam o serviço por smartphone e 11,2 milhões
via modem. Crescimento em um ano foi de 114,6%, segundo relatório da
Associação Brasileira de Telecomunicações.
Intel
paga US$ 375 milhões por 1,7 mil patentes para dispositivos móveis
Tecnologias
de 4G, 3G e Wi-Fi foram compradas das Interdigital e serão
incorporadas ao Atom.
Microsoft adquire da Yammer por US$ 1,2 bilhão
Objetivo
é usar o software para redes sociais corporativas (ESN) da empresa
para melhorar suítes de produtividade como o Office
Microsoft deverá pagar R$ 100 mil a empresa por abuso de fiscalização
Fabricante
foi condenada, em decisão unânime, a repassar valor para a Sertil
Telecomunicações, prestadora de serviços técnicos.
Cast vence pregões do governo no valor de R$ 9,75 milhões
Ministério
das Comunicações, Sefaz-DF e Banco de Brasília são os novos
clientes da empresa de tecnologia.
Estimulante não? Mas e o profissional de TIC, como deve ser?
3.
PROFISSIONAL DE T.I.
A
tecnologia é hoje uma das áreas mais desafiadoras para os jovens
talentos, e as escolhas por aquilo que vão desenvolver ao entrar
para o mercado de trabalho, começam cada vez mais cedo. Por isso,
precisamos analisar quais são as exigências para aqueles que vão
ingressar nas carreiras ligadas à tecnologia da informação (TI).
Há
muito, o profissional da área de TI deixou de ser sinônimo de
alienado, aquele sujeito com problemas de relacionamento pessoal,
vulgarmente conhecido como nerd.Ou seja, quebremos o estereotipo de profissional de TIC ser introspectivo, tímido, recalcado e sem habilidade de lidar com pessoas.
O
profissional da área de tecnologia deve ser antes de tudo um
empreendedor
e entender como seu trabalho se encaixa nos objetivos da organização.
Ele precisa aprender a desenvolver a curiosidade, somada a uma boa
capacidade de concentração e ter seu foco na resolução de
problemas com espírito inventivo e humildade.
O
conhecimento técnico já não é diferencial competitivo porque isso
é relativamente simples de se conseguir, seja por meio do fácil
acesso à informação que hoje dispomos pela internet ou pelos
cursos que a academia oferece. O que realmente importa é a
capacidade do profissional em saber onde e como buscar esse
conhecimento.
Para ter
excelência, além das características como vontade de aprender,
curiosidade e humildade, os novos profissionais devem ser inovadores.
Muitas vezes, ele irá trabalhar com produtos baseados em conceitos
já consagrados, mas precisará enxergá-los por um por um novo
ângulo e aceitar os desafios propostos pelo ambiente de trabalho.
A
esperança de cada empresário do setor de tecnologia é que os
jovens se interessem ainda mais pela área
e que, logo mais, haja um bom contingente de boas cabeças pensantes
trabalhando no segmento. Ganham as empresas, ganham os profissionais
e, ganha o Brasil que já é reconhecido como um grande player de TI
no mundo.
4. O FUTURO DO MERCADO DE TRABALHO DE TIC
O mercado de TI, não poderia ser de outra maneira, é sempre inovador, de maneira que as profissões que hoje mais contratam e remuneram bem, não existiam há 03 ou 05 anos atrás.
São profissões que foram nascendo com o desenvolvimento de tecnologias, e o mais importante, os profissionais que hoje atuam nessas áreas foram se adaptando e, com proatividade e curiosidade, buscaram conhecer aquele no nicho de trabalho.
Entre essas novas profissões temos o S.E.O. - Search Engine Optimization.(Otimização de Sites); esse profissional tem como principal ação a optimização do site de empresas em buscas na rede, ou seja, seria um funcionário contratado para colocar uma empresa no topo de paginas de pesquisa como o Google.
Outro exemplo é o Analista de Mídias Sociais; que faz exatamente o que a denominação diz, analiza o que esta sendo dito de uma empresa ou serviço nas mídias sociais (twitter e facebook), ficando, muitas vezes, com a responsabilidade de desenvolver ações especificas diante do que esta sendo falado.
Pense que muitos de nós nem conhecíamos a profissão de analista de mídias sociais e já existem profissionais que acreditam no fim dessa profissão, ou melhor, seu desmembramento em outras profissões.
E por fim, sempre há o empreendedorismo, o mercado está aberto para novas empresas e a novas tecnologias, então cabe ao jovem procurar uma formação especifica para empreendedores e gerir seu próprio negócio na área de TIC, lembrando que o número de novos empreendedores já chega a dois milhões no Brasil.
Então, fica a dica!!!!!
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